Jogador de e-Sports encontrado morto a facadas em SP

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A jogadora de eSports Ingrid Bueno, 19, foi morta a facadas ontem à tarde em Pirituba, zona norte de São Paulo. A polícia disse que um estudante de 18 anos confessou ter cometido o crime depois de conhecê-la na internet, há pouco mais de um mês, e acabou sendo preso em flagrante em casa.

Conhecida como “Sol”, a jovem jogou Call of Duty: Mobile para a equipe de E-Sports do FBI. O suspeito também era um jogador, mas fazia parte da equipe Gamers Elite. Ele confessou o crime quando foi preso, segundo um vídeo transmitido pela RecordTV.

Por nota, a equipe disse que tomou conhecimento do caso depois que o suspeito enviou um vídeo ao grupo indicando que ele havia cometido o crime. A Jogadores Elite indicou ainda que o contato com o aluno foi uma “interação virtual” e que, depois do ocorrido, ele informou a polícia.

Segundo o BO (Boletim de Incidentes), Ingrid foi encontrada inconsciente pelo irmão da estudante, que não a conhecia. Em seguida, a Polícia Militar foi até a casa do suspeito e encontrou a morte. De acordo com o registro, o jogador tinha várias facadas por todo o corpo.

A polícia disse que o estudante fugiu e disse aos familiares que se mataria, mas seu irmão conseguiu convencê-lo a se entregar. Meia hora depois do crime, ele se denunciou à polícia.

Na delegacia, segundo o BO, o estudante confessou o assassinato, que havia sido planejado com antecedência. Ele disse que escreveu um livro detalhando o crime – dos objetivos à motivação – mas esses dois pontos não foram detalhados no boletim. O livro foi anexado à pesquisa e agora passará por análise.

Na delegacia, parentes de Ingrid disseram não saber de sua relação com a estudante, que teve seu celular apreendido. A polícia solicitou perícia, incluindo o corpo da vítima.

O caso foi registrado na 87ª Delegacia. A UOL entrou em contato com a unidade e foi informado que o delegado José Roberto Gil não estava e só poderia dar detalhes da investigação amanhã.

Amigos e jogadores lamentaram a perda

Nas redes sociais, amigos, conhecidos e outros CoD: jogadores móveis pediram justiça e postaram mensagens lamentando a perda.

“Que descanse em paz e que a justiça seja feita”, disse a equipe do Jaguares. “Que este absurdo não fique impune e que se faça justiça. Os nossos mais profundos sentimentos. Somos contra o feminicídio”, sublinhou a equipa da Unktec.

O FBI E-Sports postou uma música em homenagem ao jogador: “Há esperança de ver um novo nascer do sol”, disse o grupo no Instagram.

Por meio das redes sociais, a Gamers Elite afirmou em nota que não tem relação com o crime. “Depois que a liderança do clã ficou sabendo do que havia acontecido, nos organizamos e tomamos as medidas necessárias: informamos as autoridades competentes”, disse o grupo.

A equipe também confirmou que o relacionamento com o aluno era virtual e que poucas pessoas conheciam seu rosto. “Gostaríamos também de declarar com plena consciência que nossa organização nunca tolerou qualquer ato criminoso e nunca o tolerará ou tolerará.”

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