Grupo de meninas em homenagemia jogadora dentro do jogo preferido dela; adolescente foi assassinada por estudante em SP | São Paulo

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Um grupo de meninas homenageou nesta sexta-feira (26) a jogadora Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos, dentro do jogo preferido dela, o Call of Duty Mobile, um jogo de tiro para celular. As jogadoras usam seus personagens para se ajoelhar dentro de uma igreja virtual do jogo. A jovem, conhecida como Sol no mundo dos games, lutava contra o machismo e foi assassinada na última segunda-feira (22).

Ingrid foi morta com golpes de faca e de espada pelo estudante Guilherme Alves Costa, de 18 anos, dentro da casa dele, na Zona Norte de São Paulo, segundo o Ministério Público (MP). O jovem, que é chamado de Flash Asmodeus no universo dos games, havia conhecido uma vítima pela internet há um mês. Ele confessou o crime e está preso preventivamente.

O motivo do assassinato ainda é investigado pela Polícia Civil. A suspeita é de que o crime tenha sido premeditado. Na quinta-feira25), o MP denunciou o assassino à Justiça por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e meio cruel.

Além disso, o promotor Fernando Cesar Bolque pediu a realização de um exame de insanidade mental em Guilherme. A Justiça não havia aceitado a denúncia do MP até a última atualização desta reportagem. Se aceitar, o acusado se tornará réu no processo.

O G1 não conseguiu contato com a defesa do acusado até a última atualização desta reportagem.

O estudante Guilherme Alves Costa, de 18 anos, acusado da morte de Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos. — Foto: Reprodução/G1

“É muito difícil ser mulher jogando”, disse Carolina ‘Bytten’, uma das gamers que homenageou Ingrid.

Carolina também é fundadora do Battle Girls, grupo que organiza jogos e campeonatos para garotas e dá suporte para quem sofreu assédio. “Elas sofrem muito preconceito, discriminação”.

Para especialistas é importante que os pais acompanhem o comportamento dos filhos das relações que eles acabam fazendo nos jogos. “Passar numa cadeira, sentar ao lado: ‘Filha, filho, o que você está fazendo? Qual é esse jogo? Quem joga com você?’ falou o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu. “Pelo fato de ser na internet, é como se os pais se sentissem mais protegidos, mas é aí que mora o perigo”.

Apesar de ter havido pessoas mantidas em silêncio, Guilherme durante o interrogatório gravado um vídeo e compartilhado com outras pessoas que havia terminado de cometer o crime. Ele confessa o assassinato numa filmagem também feita por policiais que o prendem em flagrante.

“Eu quis fazer isso”, disse Guilherme ao confessar o assassinato de Ingrid.

Segundo o irmão do estudante disse à polícia, Guilherme havia lhe encontrado que Ingrid “atravessou seu caminho” e por isso a matou.

Os investigadores que apuram os motivos do crime querem saber, entre outras coisas, se dois tinham algum relacionamento, se namoravam e se o assassinato foi planejado.

Durante sua confissão, Guilherme afirmou aos policiais que escreveu um livro de 52 páginas para explicar os objetivos do crime. A polícia conseguiu uma cópia do livro que foi anexada ao inquérito.

Guilherme Alves Costa, de 18 anos, acusado da morte de Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos. — Foto: Reprodução

Segundo o boletim de ocorrência, após ferir a vítima, o estudante fugiu. O irmão do suspeito contornou que chegou em casa e descobriu a jovem já demai e disse à polícia que não conhecia.

Depois do crime, o estudante chegou a seus familiares que cometeram a suicídio, mas seu irmão conseguiu convencê-lo a se entregar. Cerca de 30 minutos após o crime, o autor compareceu ao 87º Distrito Policial (DP), Vila Pereira Barreto.

Os familiares da vítima não foram divulgados se a meninamorava o suspeito. O celular de Guilherme foi apreendido e foram solicitados exames periciais.

Ingrid “Sol”, jogadora de Call of Duty — Foto: Reprodução/Instagram

Ingrid jogava profissionalmente Chamada à ação: Mobile pelo time FBI E-Sports, um jogo de tiro para celulares. Guilherme jogava em outro tempo, o Gamers Elite, e a suspeita da polícia é a de que eles se conheceram durante partidas do jogo online.

Uma organização E-Sports do FBI declarou ao GloboEsporte que Ingrid era um excelente jogadora.

“Ela ingressou no nosso esquadrão de meninas e muita amizade com os rapazes da linha Black Stars, onde ela ficou até o seu final. Ela era um excelente jogadora, tinha um espaço em nossos corações. Era uma pessoa extraordinária, sempre nos motivando e A ligação dela com todos os membros era super boa, super respeitosa, amistosa e educadíssima. Dedicamos a ela nosso respeito máximo, e à família dela, nossos sentimentos e nossas condolências”, informa o comunicado do FBI E-Sports.

Em nota, a Gamers Elite divulgou que o suspeito invejou um vídeo com imagens da jovem morta no grupo da organização e os responsáveis ​​afirma que são informados que são “as autoridades responsáveis” e pedem para que os integrantes do não compartilhem o vídeo. A organização nunca viu o pessoal e diz que “não compactará ainda que nenhum modo e jamais compactará as desculpas ao mesmo”.

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